sábado, 12 de novembro de 2016

New York e Boston EUA

No mês de maio de 2015 eu simplesmente consegui uma passagem ida e volta para New York por um valor inacreditável. Uma promoção relâmpago da American Airlines, daquelas pegar ou largar. Valor total de R$ 1.227,00, sim, reais e não dólares, mais barato do que viajar para certos lugares dentro do Brasil. Embarquei dia 09 de junho num voo noturno e desembarquei no terminal 8 do aeroporto JFK em NY um pouco antes das 7:00 horas.





Minha experiência de voo com a American Airlines foi muito satisfatória, voo direto Guarulhos-New York, sem atraso, classe econômica com entretenimento individual à bordo, refeições boas, tripulação amigável, bancos razoavelmente confortáveis com um ângulo de reclinação aceitável, melhor do que em algumas cias brasileiras e bagagem tratada com o devido cuidado, haja vista o estado das mesmas ao recolhe-las na esteira.





Desci no Aeroporto JFK, no terminal 8 e apesar do aeroporto ser gigante, foi muito fácil, apenas segui as indicações para recolher a bagagem. Após passar pela imigração, me dirigi para a respectiva esteira do voo AA 951, peguei minha bagagem e segui as placas EXIT. 

Qual não foi a minha surpresa quando ao sair pela porta, me deparei justamente com o balcão da NYC Airporter, um dos meios de transportes públicos à disposição para quem deseja chegar até Manhattan por um baixo custo, pois um táxi sai por 60 dólares. Poderia ter ido de metrô, mas achei que seria desconfortável por causa das malas e também não queria me arriscar, uma vez que estava levando todo o meu dinheiro em espécie e cartões, achei mais seguro o ônibus.









Comprei na hora o bilhete de 16 dólares e o ônibus levou uns 90 minutos para chegar na Grand Station, que fica na West 42nd Street. De lá, no mesmo ponto onde o ônibus me deixou (calçada) tem uma Shutlle da própria empresa, a qual leva os passageiros para os hotéis de uma determinada região sem custo adicional, isto é, costuma-se dar tips (gorgetas) para o motorista, que pode ser até de 1 dólar. Embora o ônibus te deixe na calçada, facilmente você identificará um funcionário usando um colete da NYC Airporter que auxiliará para pegar a Shutlle para o seu hotel.




Fiquei hospedada no The Manhattan of Times Square, 790 7th Ave, New York, fiz a reserva pela Decolar.com porque queria parcelar, mas a Decolar cobrou 700 reais embutidos no valor como taxa de intermediação. Descobri isso porque solicitei uma nota fiscal para a Decolar e eles me mandaram referente aos serviços de intermediação no valor de 700 reais. No final das contas acredito que teria sido mais econômico utilizar o booking.com com opção de pagar em espécie o hotel, mas com a desvantagem de ter que pagar tudo de uma só vez. Tem que se pesar os prós e os contras dessa opção.
O quarto tinha um bom espaço, funcionários atenciosos, as camas eram confortáveis, recebi encomendas no hotel, guardei as malas no dia de ir embora e também fiz check inn antes do horário previsto sem custos adicionais.

O que tinha de melhor no hotel era a localização, na West 7th ave próximo à West 51st Street, região de comércio intenso, próxima das linhas de metrô, Broadway, Rockefeller Center, Rádio City e etc.




Mas digo que achei desnecessário e até mesmo um desperdício de dinheiro me hospedar naquela região que não é nada barata. Em qualquer lugar que eu me hospedasse, sendo próximo de estação do metrô teria ficado de bom tamanho. O que fiz, ainda no Brasil, foi baixar no meu celular alguns apps muito úteis e até mesmo indispensáveis (Mapa do metrô de NY) que funciona off line. Usa-se como direção no metrô Downtown e Uptown, então, o usuário do sistema tem que saber se a direção que ele vai é Uptown ou Downtown, senão vai acabar indo pra direção errada. Notei também, que não existe comunicação entre os lados contrários das linhas, portanto, não cometa o erro de ir para uma direção indesejada, pois custará mais uma passada na catraca (2,75 dólares) e sair do sistema para alcançar o lado contrário dos trilhos do metrô, muitas vezes fica na calçada contrária.

  O mapa é bem complexo, pelo menos eu achei, porque tem várias linhas com cores diferentes, algumas correm de forma circular e dentro delas existem até 3 ramificações que são identificadas por números ou letras. Basicamente, acho muito bom enquanto no Brasil, abrir o google maps de New York e tentar entender o traçado da cidade e como as ruas e avenidas são separadas por West (oeste) e East (leste). A 5th Ave divide a ilha de Manhattan entre o lado Leste e Oeste, desta forma, as ruas, que em sua maioria são designadas por número, como por exemplo: existe a West 42nd Street e a East 42nd Street, lembrando sempre que a 5th ave divide os dois lados da ilha. Pessoalmente, depois de compreendido como funcionam as linhas de metrô eu me senti uma novaiorquina indo pra qualquer lugar sem problemas nenhum e sem necessidade nenhuma de utilizar os táxis amarelos, que por vezes, demoram muito mais para chegar ao destino por conta do trânsito caótico da cidade.




Para utilizar o metrô é necessário comprar nas máquinas instaladas nas estações um cartão chamado Metrocard que sai por 1 dólar e fazer uma recarga que o utilizador do sistema desejar. As máquinas aceitam cartão de crédito e notas. Em algumas estações existe um guichê onde é possível fazer a compra com um funcionário. Achei a opção de 7 dias ilimitados por 31 dólares a mais vantajosa, porque a gente se desloca muito de metrô e certamente irá fazer jus aos 31 dólares se ficar na cidade por 6 noites, que foi o meu caso. Tive que correr muito para poder ver tudo o que eu queria.

A lista abaixo foi sugerida por um amigo e achei muito útil para ocupar o tempo de uma forma proveitosa. Fazendo deslocamentos nessa ordem, ou mesmo do final para o começo da lista você irá aproveitar melhor os seus dias, sem perda de tempo,  numa sequência lógica e por regiões. Notem que começa na região do Central Park, indo em direção ao sul. Outra opção legal é salvar no google maps o Mapa de NY e marcar com uma estrela cada um dos pontos que se deseja visitar. Ele funcionará off line e poderá ser útil para localizar os endereços.





1. American Museum of Natural History, Central Park West, New York, NY  (valor da entrada é suggest ou recomended 25 dólares, mas que nada mais é que uma doação, portanto, você pode pagar o valor que desejar, até mesmo 1 dólar e entrará do mesmo jeito. - ao sul da 8 Ave dentro do Central Park. Depois, atravessar o C Park em dir à 5 Ave encontrará o
2. The Metropolitan Museum of Art, 1000 5th Avenue, New York, NY 10028 - (valor da entrada é suggest ou recomended 25 dólares, mas que nada mais é que uma doação, portanto, você pode pagar o valor que desejar, até mesmo 1 dólar e entrará do mesmo jeito. Descer a 5 Ave em dir à East 70th Street
3. The Frick Collection, East 70th Street, New York, NY
4. Central Park, New York, NY   -   Descendo a 5 Ave até
5. The Museum of Modern Art (MOMA), West 53rd Street, New York, NY -  Descendo a 5 Ave até
6.  St. Patrick’s Cathedral, 5th Avenue, New York, NY  -  Descendo a 5 Ave até
7.  Rockefeller Center, 45 Rockefeller Plaza, New York, NY 10111 - Descer a 5 Ave até W 50th St.  A  Radio fica na esq da West 50th St  X  Ave das Americas.
8.  Radio City Music Hall, Avenue of the Americas, New York, NY
9. Theater District, New York, NY – 7 Ave com West 47th st
10. Times Square, New York, NY – 7 Ave  x West 46th St - Descendo a 5 Ave, o Bryant Park fica fica no cruzamento com Weast 42th St.
11.  Bryant Park, New York, NY
12.  New York Public Library, New York, NY – 5 Ave defronte ao Bryant Park
Sair da Public Library em dir a East 42th St, cruzar a Madison Ave, Park Ave e chegar na Lexington Ave. O Chrysler Building fica na esquina.
13. Chrysler Building, Lexington Avenue, New York, NY
14. Grand Central Terminal, New York, NY – East 42nd St entre Park Ave e Lexington Ave
15. The Morgan Library & Museum, Madison Avenue, New York, NY esquina com East 37th St
16. Empire State Building Observation Deck, 5th Avenue, New York, NY esquina com Weast 34th St
17. Madison Square Garden, Pennsylvania Plaza, New York, NY -  7 Ave X Weast 33rd  St
18. The High Line, New York, NY 10011 – Weast 23rd St  entre a 10 e 11 Ave
19. Chelsea Market, 9th Avenue, New York, NY – 9 Ave X Weast 16th St
20. Ground Zero Museum Workshop, West 14th Street, New York, NY – 9 Ave x Weast 14th St em dir ao rio.
Ir em dir a 7 Ave e descer em dir a Weast 11th St. A partir dai o traçado muda um pouco e ruas ganham nomes.
Atravessando a Greenwich Ave e se mantendo na 7 Ave, no quinto cruzamento Christopher St chega-se ao
21. Greenwich Village, New York, NY
Pegar a Waverly PI que é uma rua que sai da ponta do greenwich Village e ir em dir da 6 Ave. Apenas 3 cruzamentos. Atravessar a 6 Ave e andar mais uma quadra e chegou em
22.  Washington Square Park, New York, NY
23. SoHo, New York, NY
24. Tenement Museum, Orchard Street, New York, NY
25.  St. Paul’s Chapel, Broadway, New York, NY – Ave Broadway x Fulton St
26. The National September 11 Memorial & Museum, New York, NY 10006 e One Word recentemente inaugurado, no primeiro semestre de 2015, prédio majestoso de 102 andares, com um observatório de 360 graus todo em vidro, de onde se visualiza toda a ilha de Manhattan e ilhas vizinhas. Valor um pouco salgado, 32 dólares, mas que valeu cada centavo, simplesmente imperdível.
27. South Ferry - Utilizando a Red line do metrô você chegará até  o local de onde partem as balsas para State Island (totalmente grátis ida e volta).







Do local acima, partem os barcos para State Island, totalmente grátis (ida e volta), é só entrar  quando a porta de acesso para o barco abrir. O barco é muito grande e dificilmente você ficará sem lugar para sentar.



 O percurso pelas águas do Hudson River permite visualizar e fotografar a ilha de Manhattan pelo lado sul, bem como a Estátua da Liberdade, bem mais distante, a ponte que liga o Brooklyn à State Island, o East River e outras ilhas. Abaixo, está a foto da embarcação cor de laranja que faz o transporte gratuito entre Island State e Manhattan. Não fiz passeio por State Island, porque não tinha nada de interessante, apenas um bate-volta para tirar fotos da paisagem. 





No retorno, bem pertinho está Battery Pack, com uns jardins bem bonitos, é o local de onde partem alguns cruzeiros pela ilha e para a Estátua da Liberdade.



 Ainda à pé por ali, conheci um pouco da história dos índios americanos indo ao Museu do Indio (free), prédio de uma arquitetura interessante, mais um passeio bacana por uma região agradável e próxima do Memorial de 11 de setembro.



Utilizando a linha de metrô, num dos dias atravessei para o Brooklin e desci na estação High St (linha A ou C) de onde caminhei até a região chamada Dumbo. Dali é possível ficar entre as pontes do Brooklyn e Manhattan, bem como, tirar belas fotos da ilha de Manhattan incluindo as duas lindas obras de engenharia tão antigas. Para quem tiver mais dias disponíveis acredito que seria bacana explorar melhor a região do Brooklyn.


  Em seu estilo gótico, a imponente e centenária Brooklyn Bridge (lado esquerdo da foto) é mais uma opção de passeio saindo de Manhattan ou do Brooklyn. Num dia ensolarado pode render umas fotos bacanas, mas prepare as pernas, sua extensão é de quase 2 km sobre o East River e faz a ligação entre os distritos de Manhattan e Brooklyn.






Apesar do dólar em alta, eu fui até o Jersey Gardens, um Outlet próximo de NY e achei muito compensador para comprar roupas e bolsas de marcas famosas. Os ônibus partem do Terminal de Port Authority (acessível de metrô) e como estávamos em duas pessoas pagamos 26 dólares ida e volta. Tem desconto para duas pessoas, no entanto, é necessário viajar junto e retornar junto (eles fiscalizam). Quando fui, tinha muito brasileiro na fila do ônibus.

A subida no One World, é uma coisa simplesmente imperdível. A nova torre de 102 andares, construida a poucos metros do local onde se localizavam as torres gêmeas tem uma vista de 360 graus de toda a cidade e foi inaugurada no primeiro semestre de 2015. Comprei o ingresso no local e paguei 32 dólares, salgado, mas valeu cada centavo. 
https://oneworldobservatory.com/





Até chegarmos ao topo, tem uma produção, como nos filmes americanos.


Entramos num túnel, onde aparece nas paredes uma projeção contando a história da construção do prédio.


Chega a ser emocionante, principalmente quando nos lembramos do ataque do dia 11 de setembro de 2011 às torres gêmeas.



Entramos num dos elevadores, na foto abaixo. Levou 60 segundos do térreo ao 102 andar, chegou a mexer com o meu ouvido por causa da altitude e enquanto sobe, as paredes e o teto exibem paisagens diversas de New York, é muito legal. Parece que você está entre os prédios.


Uma das vistas que se tem do observatório do One World. Brooklyn Bridge, Manhattan Bridge, East River e Brooklyn.


As fotos foram tiradas através do vidro, então, a maioria delas saiu com algum reflexo.

No  meio da foto, o Empire States Building.


A volta toda do observatório é envidraçada


Tem um restaurante muito bacana, de onde se pode comer alguma coisa apreciando a paisagem.



Gostei muito de caminhar por aquela região do Memorial de 11 de setembro


Paradinha básica dentro da igreja para descansar as pernas.


Amei o caminhão dos Bombeiros....parece coisa de criança....rs.





O local abaixo fica bem pertinho do Brookfied Place, um shopping muito chic.



 Shopping Brookfield Place, fica no Financial District, é muito bonito, tem lojas elegantes e uma vista maravilhosa para a baia.




High Line é uma antiga linha férrea elevada que foi recuperada e transformada em parque, uma espécie de calcadão todo cheio de plantas e com bancos em alguns pontos para que as pessoas possam desfrutar do visual mais agradável enquanto descansam ou simplesmente leem um livro. Passa ao lado de prédios antigos, lembrando um pouco o visual do minhocão em São Paulo. Passei pela parte que está localizada no Chelsea e depois fui para o Chelsea Market que fica ali na região. 


Vista de cima de um dos pontos da High Line



 O calçadão passa bem ao lado dos prédios.





Na foto abaixo é possível visualizar a existência dos antigos trilhos da via férrea.




Chelsea Market - No interior desse mercado encontramos muitas opções para o almoço, vale a pena conhecer.




Saindo do Chelsea Market depois de almoçar, continuei a caminhada em direção ao Greenwich Village passando por vários lugares interessantes e entrando em várias lojinhas pelo caminho. Nada como caminhar pelas ruas despreocupadamente, e ir descobrindo as nuances da cidade e se surpreendendo.





Depois das 6 noites em NY, fui para Boston MA utilizando o trem da Amtrack. Fácil embarque na Penn Station, o trem tem wiffi muito bom, restaurante e muito espaço. Comprei as passagens pela internet ainda no Brasil e recebi por email na hora. O trajeto é feito em direção ao norte passando próximo ao mar em várias momentos. Utilizei o Northeast Regional, por ser mais barato, mas demorou umas 4 horas para chegar e quebrou no meio do caminho. Tivemos que aguardar outro, acho que o sistema não funciona bem porque no retorno também teve problemas mecânicos. Acredito que uma opção melhor, talvez seja a de viajar de ônibus.



O trem da Amtrack me deixou na Back Station de Boston, muito fácil a localização, por estar num local bonito e nessa mesma estação tem a linha orange de metrô. Linhas mais fáceis de entender do que em NY, também baixei um apps com as linhas do metrô de Boston e mapa da cidade.
Eu queria ficar num hotel próximo de Back Bay Station, mas não consegui mesmo porque todos que eu vi estavam caros demais. Optei pelo Best Western Round Plus que fica na Massachussetts Ave, no entanto, fica distante de Back Bay Station. Teria que utilizar um táxi para chegar todo dia até Back Bay a fim de utilizar o metrô, mas para a minha sorte o hotel dispõe de uma Shutlle com vários horários que faz um determinado trajeto, dentre eles a Back Bay Station. Isso me poupou uns bons dólares e consegui conhecer muitos lugares em Boston utilizando o sistema de metrô.



Comprei na máquina um bilhete para 7 dias ilimitado e paguei por volta de 19 dólares (mais barato que NY).

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Riviera Francesa- Nice-Cannes-Antibes-Mônaco-Eze e Ventimiglia na fronteira com a Itália




08ABR14 – Terça -  Sai de Barcelona com destino a Nice na França, utilizei uma companhia aérea de baixo custo, a Cia Vueling http://www.vueling.com/PT. Os voos internos pela Europa são baratos, no entanto, ao se fazer a reserva no site, é necessário observar a questão da bagagem, pois se tiver que despachar uma mala no porão da aeronave, o custo aumenta um pouco e como eu estava viajando com uma mala de tamanho médio, não teria como levá-la como bagagem de mão. Para a bagagem de mão tamanho padrão, não tem custo extra. Mas, como fazer uma viagem de 20 dias pela Europa com uma pequena mala??? Eu, não consigo!!!

Na chegada ao aeroporto de Nice foi tudo muito fácil e tranquilo. O aeroporto não é muito grande e logo consegui encontrar a saída e localizar o parada do ônibus que me levaria quase ao lado do meu hotel.



  Comprei a passagem no guichê abaixo. Na França não é conveniente chegar já mandando o inglês, eles não gostam, portanto, sempre que me dirigia a qualquer pessoa eu falava: Excusez-moi! Bonjour Monsieur/Madame! Vous parlez anglais?Tradução: Desculpe, Bom dia Sr/Sra! Você fala inglês? Enfim, uma forma polida de se dirigir à pessoa, e ai, se a pessoa disser que entende o inglês, sim, depois disso mandava o outro idioma. Ahhhh....depois que voltei dessa viagem fui fazer aulas particulares de francês, o que vai me ajudar muiiiito num próximo retorno àquelas terras.




   
   Peguei o ônibus 99 da Lignes D' Azur, 5,90 euros, o qual me deixou na frente da estação de trem Nice Ville, (ponto final) de lá arrastei minha mala por uns 90 metros e já estava dentro do hotel.





A princípio achei o hotel bem antigo, mas, depois de subir ao quarto a impressão melhorou bastante, banheiro reformado, chuveiro muito bom mesmo. Roupas de cama e banho em boas condições e limpeza satisfatória. Ponto negativo: não tem cofre no quarto, somente na recepção, mas achei muito inconveniente e não usei. A localização do hotel me permitiu um fácil e rápido deslocamento para todos os lugares por estar muito próximo da Estação de Trem Nice Ville e isso foi primordial para que eu pudesse ir para várias cidades, inclusive até a fronteira com a Itália, na cidade de Ventimiglia, onde é o ponto final do trem francês e de lá começa a operar o Trenitália.

O Hotel Saint Gothard foi uma opção custo/benefício em Nice. – Endereço: 20 Rue Paganini – Nice/França. Assim que cheguei, tive aquela sensação de "não curti", haja vista que, eu estava vindo de Barcelona, onde fiquei hospedada num hotel de nível superior ao Saint Gothard, mas, como a reserva já estava feita, e também havia vários relatos positivos na internet, resolvi ficar por ali mesmo para não ter que gastar tempo procurando outro e também pagar muiiito mais caro, pois, eu ainda tinha um outro trecho da viagem em Paris.


Apenas não gostei do excesso de vermelho no quarto, enfim, meu gosto pessoal....rs



Balanço final: Valeu muito a pena me hospedar no Saint Gothard!


        
A seguir descrevo alguns lugares que visitei.

    Linda praça em Nice, à noite ganha um brilho especial por conta da iluminação e o espetáculo das águas.




   Saindo do hotel, é muito fácil e perto para chegar até a principal avenida, a Jean Medecin, por onde passa um transporte diferente, um tipo de um bonde futurista sobre trilhos. Nela você encontrará muitos bares e restaurantes, assim como, muitas lojas, inclusive as Galeries Lafayette.





Ruas impressionantemente limpas! O chão brilha!




Não compensa comprar nada por lá, melhor comprar no Dutty Free de Guarulhos. Os perfumes com preços em euros, como o CK One por 55,90 euros, encontra-se no Dutty Free no Brasil por aproximadamente o mesmo valor só que em dólares americanos, enfim, sai mais em conta.












    Perambulei pelas imediações do hotel para reconhecimento do local, mas, antes peguei um mapa com a Brigiterecepcionista que já marcou a localização do hotel no mapa, para o caso de eu me perder pela cidade. 






Teve um dia que fui caminhando até o Museu Chagall e depois para o Museu Matisse. O dia estava frio, e fiz a caminhada sem problemas, porém, no final do passeio começou a garoar e eu peguei um ônibus que me deixou próximo da Avenue Jean Medecin.



Esse é um pequeno sítio arqueológico, da época em que Nice (França) era Nizza (Itália)



A entrada no Museu Matisse é free, http://www.musee-matisse-nice.org/




Gostei mais do Musée Marc Chagall. A entrada é paga, acho que custou 8 euros.




Abaixo uma visão do interior do Museu Chagall.


















Voltando ao centro de Nice, entrei por umas ruas estreitas, com certeza uma parte mais antiga da cidade, bem movimentada, cheia de restaurantes.












Ainda com relação ao Hotel Saint Gothard, posso dizer que adorei a atenção que recebi por parte dos recepcionistas, que me auxiliaram muito, e com muiiiita paciência, pois o meu francês não passava de um mero Bonjour e o inglês é "meia boca". Uma senhora, a recepcionista Brigite,  foi nota 1000, me deu várias dicas, gostei demais, sai de lá com uma ótima impressão. Ao redor do hotel, nas várias ruas tem muitas opções de restaurantes com refeições na faixa de 10 euros e mini mercados para fazer compras (Monoprix, Casino, Carrefour), sendo o Carrefour o mais barato. A área de localização do hotel não é a mais refinada e bonita, mas da para chegar lá à pé.

Lembro de ter comido muito bem no restaurante abaixo, bem perto do hotel, mas esqueci o nome...rs....uma falha pra quem pretende blogar a viagem.


Estava deliciosa, a refeição!





É costume oferecer uma jarra de água free, mesmo que o cliente não tenha pedido nada para beber. A água é torneiral, mas é potável, pode beber sem medo.



Em outro dia, parei para comer um crepe e tomar um vinho.




   No entorno do hotel vi que sempre havia muitos muçulmanos do sexo masculino e até achei estranho, mas, depois fiquei sabendo que é porque tem uma Mesquita ali perto. Caminhando do hotel até a praia não era muito perto, mas também nada de exagerado, fui só uma vez para conhecer e depois circulei muito pelas cidades vizinhas.

Uma curiosidade, acho que todo mundo já ouviu falar da tal Legião Estrangeira, né? Então, nas minhas andanças por Nice encontrei um posto de alistamento. 

"Legião Estrangeira Francesa é uma unidade militar da França, criada no século XIX, atualmente uma tropa de elite. É a mais famosa legião estrangeira ainda em operação no mundo." (Dados extraídos da wikipedia)






Lou Castle, é um parque aonde tem umas ruínas arqueológicas já bem destruídas mesmo, mas, quando se chega ao topo vislumbra-se todo o porto de Nice, a praia, as casinhas encravadas nos morros e toda a Nice aonde os turistas caminham o dia inteiro.

9ABR14 – Quarta – A apenas alguns passos do meu hotel peguei o trem que partia da Estação Nice Ville para Mônaco – Monte Carlo. 7,50 Euros. Comprei ida e volta para me facilitar a vida.

Abaixo, o billet (em francês) da SNCF que significa, Société nationale des chemins de fer français.



  Os bilhetes devem ser compostados nessa máquina antes de embarcar no trem.

Da estação Nicce Ville para Mônaco é uma viagem bem rápida, uns 25 min ou menos. Para comprar o ticket fui direto ao balcão, pois não entendi direito como fazer na máquina de comprar.  Não consta horário no bilhete, então você olha no mural da estação e vê qual é o próximo trem para o destino desejado, verifica qual é o número da Voie (plataforma), insere o bilhete na máquina de compostar amarela e pronto, é só entrar no trem.



Cheguei bem cedo em Mônaco, acho que às 9:00 horas eu já estava descendo do trem e iniciando uma caminhada a fim de explorar cada metro daquele lugar chiquérrimo.
Entrei no túnel, aquele das provas de Fórmula 1, muito legal a sensação de estar naquele lugar, onde muitas vezes vi pela televisão.




Ahhhhh..... na parte alta o Cassino de Monte Carlo e o Hotel Paris.






Atravessei de Bateau Bus (movido a eletricidade) para o lado do Principado, ali, durante uma visita com áudio-guia ao interior do palácio podemos entender mais um pouco sobre a história dos Grimaldi e todo esse "conto de fadas" aonde se desenrola uma verdadeira história de príncipes, princesas e amores. Confesso que sai de lá emocionada, achei tudo simplesmente encantador!








Tudo é muito refinado, lindo mesmo!




   Visitei a igreja onde o Príncipe Rainier casou-se com Grace Kelly, então, atriz de Hollywood. Atualmente os seus restos mortais encontram-se na mesma igreja.












Dentro do Palácio é proibido fotografar.





Essa é a vista que temos do alto do Principado.






 Visitei o Instituto Oceanográfico, parada obrigatória para mim que sou amante de tudo que se relaciona com o mar. A visita ao Instituto Oceanográfico e mais o Principado tem um preço combinado de uns 19 euros. Dica para quem não quiser gastar muito em Mônaco, pois tudo por lá é muito caro, bem mais do que em Nice. Leve uma mochila com algo para beber e comer e deixe para fazer uma refeição em Nice, ou se quiser faça como eu, no retorno de trem para Nice, pare na Estação Villefranche Sur Mer e dê um passeio pela orla da praia, tire umas fotos, tome um sorvete, e faça um topless na beira do Mediterrâneo. 

Pelo que eu entendi, aquele bilhete de trem (ida/volta) permite que você faça uma parada no meio do caminho, afinal, estou indo na mesma direção e o bilhete já foi pago. Assim, voltando de Mônaco até Nice tem várias outras estações, e eu parei numa delas (Villefranche Sur Mer), dei uma volta e depois retornei para a estação e esperei o próximo trem com destino a Nice, utilizando o mesmo bilhete. Bilhete esse que eu já havia compostado na estação de Mônaco. Compostar o bilhete significa, que antes de colocar os pés dentro do trem, você tem que enfiar ele dentro de uma máquininha que imprime nele que você está saindo daquela estação, bem como o horário e data. Entendo que você está validando o bilhete, nele apareceu gravado, Mônaco, data e hora. Se alguém for pego viajando sem bilhete a multa é alta.






    Tem um imenso aquário, enfim, várias salas com outras exposições, todas relacionadas ao mundo marinho. Achei apaixonante!!!




 No caminho, de trem para Nice parada em Villefrance Sur Mer para fotos, sorvete e meu primeiro topless. 




Como não estava de biquíni e estava sentindo um pouco de calor pensei, já que tem gente fazendo topless, porque não tirar a camiseta e tomar sol...rsrs....achei um canto aonde tinha outras mulheres sem a parte de cima do biquíni e pensei, vai ser agora, coragem....kkkkk...pronto tirei...ninguém nem me notou....tudo normal. Tava na cara que eu não era européia, uma marca daquelas do biquíni, com a parte que nunca vê o sol branca como a neve.




10ABR14 – Quinta -Trem para Cannes – parada para um lanche numa boulangerie em Cannes e passeio pela orla da praia.















 Também comprei o bilhete de passagem (ida/volta)14,00 euros. No retorno de Cannes para Nice fiz uma parada em Antibes e visitei o Forte Carré.  


   Fiquei impressionada com a quantidade de veleiros. Tive que andar bastante, passando pelas Marinas, até chegar num caminho de areia que levava até o Fort Carré.





Andei muito, mas rendeu belas fotos do alto do Forte.



O Fort Carré é um forte militar construído durante o reinado de Henrique II, no século XVI. O forte está localizado na península de Saint Roch em Antibes, ao longo da estrada da beira-mar e está construído sobre uma rocha chegando a 26 metros acima do mar.





Eis o tal caminho que não acabava mais, tinha até uns bancos pra sentar pelo meio do caminho. Além do mais, um tanto deserto, fiquei receosa, mas acabei indo em frente, depois de ver que tinha umas outras pessoas por ali.



Na foto abaixo, veja como é fácil ir para todos esses lugares de trem, partindo de Nice. Na ponta direita está Ventimiglia que é uma cidade situada na Itália. Ai termina o trem francês e tem início o sistema de trens da Trenitália. Do lado direito, onde se vê Marseille, que fica a uma razoável distância de Nice, acabei não indo, o trem não chega até lá, teria que pegar um ônibus em continuação a viagem de trem.


11ABR14 – Sexta - Ventimiglia-Itália peguei o trem das 7:15 h em Nice, tempo de viagem 40 min. Paguei 15 euros (ida/volta).





Trem confortável.




Vista do Mediterrâneo.















 Cheguei na estação de Ventimíglia na Itália às 08:30 h e logo entrei numa padaria para comer algo. Por 2,20 euros tomei um delicioso e cremoso capuchino e comi um brioche de chocolate. 





  Dei uma olhada nas proximidades e entrei num mercadão daqueles que tem banca de tudo, até bolsa e sapato vendiam, temperos etc.





De lá, segui para a cidade velha que fica numa região bem alta e cheia de ruas estreitas e vielas, com aquela característica de pendurar as roupas para fora da janela.















De lá, segui para baixo e fui parar numa rua que tem uma imensa feira de comida, vestimenta e outras quinquilharias. Fiquei bastante tempo por lá. Acabei comprando uma super bolsa de couro por 60 euros.









Comprei um pedaço de queijo e levei para o hotel em Nice.





Depois entrei num restaurante próximo para comer um delicioso gnochi com frutos do mar. 



















     Ainda entrei numa sapataria e experimentei umas botas lindas, mas acabei deixando de comprar uma delas por 135 euros, daquelas que vem até o joelho e de excelente qualidade. Depois disso, vi em Nice na Galeria Lafaiete, umas botas de couro por um preço absurdamente acima. Ventimiglia é assim, uma pequena cidade sem grandes coisas para se ver ou fazer, mas, como estava próximo de Nice e eu já tinha visto praticamente tudo ao redor, resolvi ir até lá ouvir o som do italiano. Não me arrependi, foi um dia bem gostoso e diferente!

Como de costume, no retorno para Nice, desci na estação de Menton, uma cidadezinha que fica no meio do caminho.




 O tempo estava nublado e eu cansada, dei um breve passeio por lá para ver o visual e voltei para Nice.



12ABR14 – Sábado – Eze é uma cidade aonde tem a fábrica de perfume Fragonard e também a parte antiga que fica no alto da colina.
Descendo na estação de trem EZE Sur MER,





 logo ao sair dela, na calçada tem um ponto de ônibus da Lignes D'Azur, pegar o 83 que leva direto para a parte velha da cidade. A estrada é cheia de curvas e para quem tem enjoo aconselho a tomar um dramin pois é curva fechada uma atrás da outra. 





O ônibus custa 1,50 euros. A vila é linda, muito chic mesmo, destino para endinheirados. 













Na volta resolvi entrar na praia que fica bem ao lado da estação de trem, água muito clara e mar tranquilo, mas a praia é cheia de pequenas pedras. 


Vi uns italianos deitados em suas toalhas estendidas sobre as pedras....deve ser bem incômodo.


Para ir do Hotel até o aeroporto eu poderia ter utilizado o ônibus da Lignes D'Azur, no entanto, o voo estava previsto para 9:00 h da manhã e o ônibus começa a funcionar a partir das 7:00 h. Achei melhor utilizar um táxi para ir do hotel até o aeroporto, pois nesse horário não tinha ônibus disponível, paguei 30 euros e fui de Audi.


Lá chegando fui fazer o despacho da bagagem no balcão da Easyjet.Voo bem tranquilo aonde fui digitando o meu diário para inserção no blog.